Muita coisa separa Juan, 19 anos, ainda engatinhando na carreira, de Pato Abbondanzieri, quase 38, tricampeão da América pelo Boca Juniors, titular da seleção argentina em uma Copa do Mundo. E um ponto os une: a possibilidade de erguer a taça da Libertadores com a camisa do Inter. O técnico Celso Roth elegeu 21 jogadores para a finalíssima da competição continental, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Chivas. Três deles nem sequer ficarão no banco. Onze começarão a partida. Sete serão reservas.
Cada qual com sua história, todos vivem um momento único. Confira a relação de cada um deles com o Colorado até este 18 de agosto, que certamente entrará para a história do Inter, para o bem ou para o mal.
Renan: Colorado de coração, defende o clube desde os nove anos. Só deixou o Beira-Rio por dois anos, para tentar a sorte na Espanha. Poder ser bicampeão, desta vez como titular.
Pato Abbondanzieri: Tem mais títulos internacionais do que o clube que defende. Com três Libertadores e dois Mundiais no currículo, o ídolo do Boca Juniors chegou ao Beira-Rio no início do ano para ser titular, mas perdeu o posto para Renan.
Nei: Desde a saída de Ceará, foi a melhor opção encontrada pelo Inter para a lateral direita. Buscado no Atlético-PR, é um jogador de vigor. Ainda apresenta problemas técnicos. Ao longo do ano, venceu a disputa com Bruno Silva pela vaga de titular.
Kleber: Tecnicamente, é um dos melhores laterais de perna esquerda que o Inter já teve. Buscado no Santos, pode conquistar nesta quarta um dos poucos títulos que não tem. Jogador de muita qualidade no ataque, com cruzamento raro. Não foi para a Copa do Mundo da África do Sul, mas pode ter agora a compensação. Deve deixar o clube em breve.
Juan: Misto de zagueiro e lateral, foi bem nas categorias de base e no time B. Nos profissionais, ainda mostra insegurança.
Bolívar: Maior líder do elenco e capitão do time, o general pode ser bicampeão da Libertadores. É o principal zagueiro do Inter e um dos jogadores mais destacados que o clube já teve no setor. No fim do ano, pode realizar o sonho de ser campeão do mundo. Em 2006, deixou o Beira-Rio para jogar na França logo depois de ganhar a Libertadores.
Índio: Um ícone do Inter. Nesta quarta-feira, pode alcançar seu décimo título com a camisa vermelha. Dos campeões da Libertadores de 2006, foi o único a não deixar o Beira-Rio, ao lado do goleiro Clemer, já aposentado.
Fabiano Eller: Jogou muito em 2006. Foi um dos símbolos dos títulos da Libertadores e do Mundial. No retorno ao Inter, não conseguiu render o mesmo, e acabou na reserva. É uma boa opção no banco para casos de necessidade.
Sandro: Negociado há meses com o Tottenham, da Inglaterra, Sandro jamais tirou o pé. E joga melhor a cada dia. Se o Inter for campeão, fatalmente será um dos símbolos da conquista. É uma das maiores promessas já saídas das categorias de base do Beira-Rio.
Guiñazu: Amado pela torcida, símbolo de raça do Inter pós-Fernandão, capitão do time até as quartas de final. Guiñazu entra fácil na lista dos maiores ídolos da história recente do Inter. É visto por muita gente como peladeiro, jogador que não ocupa os espaços devidos, mas a correria dele em campo compensa qualquer problema.
Wilson Matias: Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol do Inter, classificou a contratação como ‘espetacular’. Na prática, o volante buscado no México teve poucas chances. Quando jogou, não atrapalhou, mas foi discreto.
Glaydson: É um bom reserva. Buscado no São Caetano, no ano passado, jamais conseguiu ser titular, mas é um jogador competente. Pode crescer depois da saída de Sandro.
D’Alessandro: A contratação de maior impacto do Inter nos últimos anos. Teve grandes altos e muitos baixos, mas é impossível não vê-lo como titular e um dos destaques do Inter. Com uma perna esquerda de talento raro, cresce nos grandes jogos.
Tinga: O torcedor colorado se vê identificado em Paulo César Tinga. Formado no Grêmio, vestiu a camisa colorada como quem veste uma pele que sempre foi sua. Foi campeão da Libertadores e agora voltou para ganhar de novo. É um ídolo do clube.
Giuliano: Mesmo sem ser titular, é o melhor jogador do Inter na Libertadores – talvez seja o maior destaque de toda a competição. Fez cinco gols, quase todos decisivos. É uma enorme promessa do Colorado e do futebol brasileiro. Tem apenas 20 anos.
Andrezinho: Convive com o eterno rótulo de 12º jogador. Na Libertadores, teve destaque menor do que em outros momentos, mas é um dos jogadores mais importantes do elenco. É sempre uma boa opção entre os reservas.
Alecsandro: A torcida ainda não morre de amores por ele, mas o centroavante titular do Inter faz gols de sobra para ser o dono da camisa 9. Prejudicado pelas comparações inevitáveis com jogadores como Nilmar e Fernandão, ele luta para alcançar um reconhecimento compatível com seu rendimento. É um jogador importante.
Taison: Renasceu com Celso Roth. Formado no Beira-Rio, fez um grande Gauchão no ano passado, mas depois sumiu. Passou um ano destruindo a imagem que construíra. Agora, voltou a apresentar velocidade, dribles, finalização. Merece a vaga de titular que reconquistou.
Rafael Sobis: Grande ídolo da torcida e um dos heróis da Libertadores de 2006, voltou para ser bicampeão da América. Não teve tempo para virar titular, prejudicado pela necessidade de recuperar a condição física do passado.
Everton: Ganhou mais chances do que mereceu. Foi o reserva imediato de Alecsandro na Libertadores. No primeiro jogo da final, entrou em campo durante o primeiro tempo e foi retirado no decorrer da etapa final.
Leandro Damião: Pintou muito bem no Inter B, fez gols nos primeiros jogos do Gauchão, mas depois sumiu. Tem qualidades para ser um bom centroavante em breve.
Fonte: globo.com

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