quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Os 21 guerreiros: a história dos atletas envolvidos na final

Muita coisa separa Juan, 19 anos, ainda engatinhando na carreira, de Pato Abbondanzieri, quase 38, tricampeão da América pelo Boca Juniors, titular da seleção argentina em uma Copa do Mundo. E um ponto os une: a possibilidade de erguer a taça da Libertadores com a camisa do Inter. O técnico Celso Roth elegeu 21 jogadores para a finalíssima da competição continental, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Chivas. Três deles nem sequer ficarão no banco. Onze começarão a partida. Sete serão reservas.

Cada qual com sua história, todos vivem um momento único. Confira a relação de cada um deles com o Colorado até este 18 de agosto, que certamente entrará para a história do Inter, para o bem ou para o mal.

Renan: Colorado de coração, defende o clube desde os nove anos. Só deixou o Beira-Rio por dois anos, para tentar a sorte na Espanha. Poder ser bicampeão, desta vez como titular.

Pato Abbondanzieri: Tem mais títulos internacionais do que o clube que defende. Com três Libertadores e dois Mundiais no currículo, o ídolo do Boca Juniors chegou ao Beira-Rio no início do ano para ser titular, mas perdeu o posto para Renan.

Nei: Desde a saída de Ceará, foi a melhor opção encontrada pelo Inter para a lateral direita. Buscado no Atlético-PR, é um jogador de vigor. Ainda apresenta problemas técnicos. Ao longo do ano, venceu a disputa com Bruno Silva pela vaga de titular.

Kleber: Tecnicamente, é um dos melhores laterais de perna esquerda que o Inter já teve. Buscado no Santos, pode conquistar nesta quarta um dos poucos títulos que não tem. Jogador de muita qualidade no ataque, com cruzamento raro. Não foi para a Copa do Mundo da África do Sul, mas pode ter agora a compensação. Deve deixar o clube em breve.

Juan: Misto de zagueiro e lateral, foi bem nas categorias de base e no time B. Nos profissionais, ainda mostra insegurança.

Bolívar: Maior líder do elenco e capitão do time, o general pode ser bicampeão da Libertadores. É o principal zagueiro do Inter e um dos jogadores mais destacados que o clube já teve no setor. No fim do ano, pode realizar o sonho de ser campeão do mundo. Em 2006, deixou o Beira-Rio para jogar na França logo depois de ganhar a Libertadores.

Índio: Um ícone do Inter. Nesta quarta-feira, pode alcançar seu décimo título com a camisa vermelha. Dos campeões da Libertadores de 2006, foi o único a não deixar o Beira-Rio, ao lado do goleiro Clemer, já aposentado.

Fabiano Eller: Jogou muito em 2006. Foi um dos símbolos dos títulos da Libertadores e do Mundial. No retorno ao Inter, não conseguiu render o mesmo, e acabou na reserva. É uma boa opção no banco para casos de necessidade.

Sandro: Negociado há meses com o Tottenham, da Inglaterra, Sandro jamais tirou o pé. E joga melhor a cada dia. Se o Inter for campeão, fatalmente será um dos símbolos da conquista. É uma das maiores promessas já saídas das categorias de base do Beira-Rio.

Guiñazu: Amado pela torcida, símbolo de raça do Inter pós-Fernandão, capitão do time até as quartas de final. Guiñazu entra fácil na lista dos maiores ídolos da história recente do Inter. É visto por muita gente como peladeiro, jogador que não ocupa os espaços devidos, mas a correria dele em campo compensa qualquer problema.

Wilson Matias: Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol do Inter, classificou a contratação como ‘espetacular’. Na prática, o volante buscado no México teve poucas chances. Quando jogou, não atrapalhou, mas foi discreto.

Glaydson: É um bom reserva. Buscado no São Caetano, no ano passado, jamais conseguiu ser titular, mas é um jogador competente. Pode crescer depois da saída de Sandro.

D’Alessandro: A contratação de maior impacto do Inter nos últimos anos. Teve grandes altos e muitos baixos, mas é impossível não vê-lo como titular e um dos destaques do Inter. Com uma perna esquerda de talento raro, cresce nos grandes jogos.

Tinga: O torcedor colorado se vê identificado em Paulo César Tinga. Formado no Grêmio, vestiu a camisa colorada como quem veste uma pele que sempre foi sua. Foi campeão da Libertadores e agora voltou para ganhar de novo. É um ídolo do clube.

Giuliano: Mesmo sem ser titular, é o melhor jogador do Inter na Libertadores – talvez seja o maior destaque de toda a competição. Fez cinco gols, quase todos decisivos. É uma enorme promessa do Colorado e do futebol brasileiro. Tem apenas 20 anos.

Andrezinho: Convive com o eterno rótulo de 12º jogador. Na Libertadores, teve destaque menor do que em outros momentos, mas é um dos jogadores mais importantes do elenco. É sempre uma boa opção entre os reservas.

Alecsandro: A torcida ainda não morre de amores por ele, mas o centroavante titular do Inter faz gols de sobra para ser o dono da camisa 9. Prejudicado pelas comparações inevitáveis com jogadores como Nilmar e Fernandão, ele luta para alcançar um reconhecimento compatível com seu rendimento. É um jogador importante.

Taison: Renasceu com Celso Roth. Formado no Beira-Rio, fez um grande Gauchão no ano passado, mas depois sumiu. Passou um ano destruindo a imagem que construíra. Agora, voltou a apresentar velocidade, dribles, finalização. Merece a vaga de titular que reconquistou.

Rafael Sobis: Grande ídolo da torcida e um dos heróis da Libertadores de 2006, voltou para ser bicampeão da América. Não teve tempo para virar titular, prejudicado pela necessidade de recuperar a condição física do passado.

Everton: Ganhou mais chances do que mereceu. Foi o reserva imediato de Alecsandro na Libertadores. No primeiro jogo da final, entrou em campo durante o primeiro tempo e foi retirado no decorrer da etapa final.

Leandro Damião: Pintou muito bem no Inter B, fez gols nos primeiros jogos do Gauchão, mas depois sumiu. Tem qualidades para ser um bom centroavante em breve.

Fonte: globo.com

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