Felipe Melo é xingado e se assusta com tumulto na chegada da seleção.
Os jogadores da seleção brasileira foram recebidos por cerca de 100 torcedores e um batalhão de jornalistas no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Depois de dez horas de voo, o avião que partiu de Joanesburgo, na África do Sul, chegou às 2h05m (de Brasília) deste domingo, mas os atletas começaram a desembarcar apenas 50 minutos depois do pouso. Houve muita confusão e correria, principalmente quando o volante Felipe Melo apareceu. Alguns carros esperavam os jogadores, que saíram por dois portões diferentes.
A saída de Felipe foi a mais tensa. Escoltado por um segurança, ele aproveitou o momento em que os zagueiros Juan e Thiago Silva falavam com os jornalistas para deixar o local. O jogador era esperado pelo pai em uma caminhonete. O veículo foi cercado por fotógrafos, cinegrafistas e torcedores. Para abrir caminho, foi preciso acelerar e buzinar. Felipe Melo foi xingado, chamado de "vacilão" e se assutou com o tumulto.
Por outro lado, o goleiro Julio Cesar foi bem recebido. No momento em que saía, se emocionou com os aplausos e com o carinho das pessoas que o aguardavam no portão. O camisa 1 falou rapidamente com a imprensa e deixou o aeroporto em um carro particular. Chorando muito, foi consolado pela mãe.
- Estou muito emocionado. Agradeço à torcida brasileira. É fruto de três anos e meio de trabalho. A seleção resgatou o amor da torcida pela seleção - disse.
Apesar de muita confusão, o lateral-esquerdo Gilberto, primeiro a desembarcar, atendeu os jornalistas pacientemente. Depois dos atletas, foi a vez do auxiliar técnico Jorginho, que se irritou com a aglomeração em torno dele e da sua família. Ele pediu para que as pessoas saíssem da frente e empurrou o carrinho com suas malas para abrir passagem. Jorginho chegou a discutir com um jornalista que reclamava da falta de organização. A entrevista teve de ser feita no estacionamento.
O volante Kleberson e o médico José Luiz Runco também conversaram com a imprensa. O restante da delegação seguiu para São Paulo e de lá partem para as respectivas cidades.
Seleção usa rota alternativa para sair de aeroporto e frustra a torcida.
Por essa, ninguém esperava. Cerca de 200 torcedores acordaram cedo e foram até o aeroporto de Cumbica, em São Paulo, para recepcionar os jogadores da seleção brasileira, que, na última semana, foi eliminada da Copa do Mundo da África do Sul. No entanto, os dez atletas que não haviam descido no Rio de Janeiro - primeiro destino do avião que veio de Joanesburgo - saíram por uma rota alternativa.
Os torcedores começaram a chegar pouco antes do horário marcado para a aterrissagem do avião, 4h30m da manhã. Todos esperaram por aproximadamente duas horas, em pé de frente ao portão de desembarque, na expectativa de conseguir uma foto ou um autógrafo de seus ídolos.
Segundo informações da Infraero, o motivo do desvio de rota foi por questões de segurança, já que houve confusão no desembarque do grupo no Rio de Janeiro. Quem veio no mesmo voo afirmou ter conseguido as esperadas fotos de Kaká, Robinho, Julio Baptista, Doni, Josué, Luis Fabiano, Elano, Luisão, Grafite e Lúcio, além do técnico Dunga. Com exceção dos dois últimos, que seguiram para Porto Alegre ainda pela manhã, os jogadores foram de ônibus para suas casas.
A saída alternativa deixou frustrados os torcedores, que fizeram críticas.
A saída alternativa deixou frustrados os torcedores, que fizeram críticas.
- O que aconteceu aqui foi uma palhaçada. Viemos para mostrar apoio à seleção. Mas, com esse ato, eles provaram que não estão nem aí para a torcida, só se importam com o dinheiro milionário que cai na conta no fim do mês. Cheguei aqui às três da manhã e estou indo embora frustrado, sem tirar uma foto - afirmou o estudante Igor Torelli.
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Argentina
Argentinos recebem delegação com carinho e homenagem a Maradona.
A seleção argentina desembarcou em Buenos Aires neste domingo cercada de carinho dos mais de dez mil torcedores que foram recepcionar o técnico Diego Maradona, os jogadores e membros da delegação que foi eliminada pela Alemanha nas quartas de final da Copa do Mundo. Ao contrário do que se esperava, o clima era de total apoio a todos os integrantes da equipe, especialmente a Maradona. Com músicas que pediam a permanência do Pibe à frente da equipe, os torcedores acenavam e mandavam beijos a todos os que desembarcavam.
Segundo o jornal argentino "Olé", jogadores e membros da comissão técnica pressionaram a diretoria da Associação de Futebol da Argentina (AFA) para que a viagem de volta fosse antecipada de segunda-feira para sábado, no que foram atendidos. O avião partiu da África do Sul com os 45 integrantes da seleção argentina a bordo, sendo oito na classe executiva - Maradona e parte da comissão técnica - e os demais na classe turística, sendo que todos os jogadores viajaram ocupando três poltronas. Durante a viagem, alguns jogadores teriam se reunido com Maradona pedindo que ele permanecesse como técnico da seleção argentina.
Nas ruas que ficam ao redor do aeroporto havia uma grande quantidade de automóveis e ônibus, todos com bandeiras argentinas, ou pintados de azul e branco. Ao som de "Y Diego no se va, y Diego no se va", a multidão cantava e praticamente impedia que o ônibus que levava a delegação do aeroporto para o centro da capital se movesse.
A Argentina tem um amistoso marcado para o dia 11 de agosto. Como Maradona tem contrato até 2011, é possível que ele seja demovido da sua intenção de deixar o comando da seleção e inicie um novo ciclo à frente do time.
Vários nomes dos setores político e cultural da Argentina manifestaram apoio à permanência de Maradona na seleção nacional através de redes sociais.
- Fique, te banco até o fim - escreveu o Chefe de Gabinete do Governo Argentino, Aníbal Fernández.
Em uma enquete feita pelo jornal "Clarín", respondida por cerca de 15 mil internautas, cerca de 68% foram favoráveis à permanência de Marradona à frente da seleção argentina.
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Fonte : Globo.com
Fonte : Globo.com
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