Internacional está com 75% do caminho percorrido para pintar de vermelho novamente a América.
Ver o internacional jogar desta maneira me faz pensar que temos chances mesmo de levantar esse título. Mas ainda tem mais 90 minutos contra o São Paulo que é acostumado a grandes jogos de Libertadores.
As chances de triunfo ainda não são grandes, mas é possível. Ver o São Paulo assim sem futebol, sem criatividade e todo retrancado é um pouco estranho no mínimo. Mesmo que sempre jogasse em prol do contra ataque, ontem no Beira-Rio eles jogaram atrás demais. Ao final do Primeiro tempo o Inter tinha mais de 60% de posse de bola, desta maneira o São não poderia mesmo criar alguma coisa.
É ruim repetir sempre o mesmo texto, mas a cada jogo importante é inevitável não escrever que Andresinho é um canceroso que só sabe cobrar falta. Entrou no Lugar do Tinga e só deu um chute a gol e entregou duas bolas no meio campo que quase originou contra ataque perigo do São Paulo. Andresinho é reserva absoluto agora que voltou ao time colorado.
Sandro novamente jogou muito. Sua marcação voltou a seus melhores momentos. Em grandes jogos ele tem aparecido assim.
Alecsandro não fez muito ontem como sempre. Mas não atrapalhou, se movimentou bem e na jogada do gol teve raciocínio para tocara rápido a bola para Giuliano virar e bater.
O Nei não fez nenhum cruzamento, não apoiou bem na frente. Já na defesa ontem ele foi bem, fez bons desarmes e não comprometeu o time. A lateral direita do inter ainda é um ponto fraco.
Kleber ontem não foi o grande Kleber que gostaríamos que ele fosse. Mas ontem ele participou bem do jogo e por pouco não marcou o dele.
D’Alessandro nem precisa de comentários. Em jogos assim ele mostra por que é aclamado em todos os times que defende. Fez bons passes, boas jogadas na frente, e como sempre jogadas individuais que perturbam os adversários. Sai dele o passe rápido para Alecsandro deixar o Giuliano em condições de fazer o tento. Só acho ele um pouco longe da área como vinha jogando. Ver D’Ale marcando é um crime ao bom futebol, contudo ele vem se saindo bem com esse novo Roth que está no internacional.
Roth já estava crescendo quando passou pelo grêmio ano passado e no Galo Tb mostrava competência que nunca tivera. E agora no inter com um plantel que muito técnico gostaria de ter, Roth pode fazer história que talvez ele mesmo nunca tenha imaginado que conseguiria.
Oque os jornais de fora escrevem veiculam sobreo jogo:
Olé (jornal Argentino) destacou a vitória colorada: "Escrever que o Inter é de D'Alessandro alcançou esta noite, e muitas noites mais, uma verdade irrefutável. Diante de mais de 60 mil pessoas no Beira-Rio, este Inter foi diretamente Andrés D'Alessandro. O Inter foi (é) belo, rude, habilidoso, inteligente: ganhador. O mais argentino dos times brasileiros bateu o São Paulo em Porto Alegre, e só venceu por 1 a 0 por obra e graça de Rogério Ceni, que defendeu cinco chances claras de gol"
Escreveu também: "Empurrado por uma torcida da qual se escutaram cantos com rima argentina, a equipe de D'Alessandro e Guiñazu governou as ações e encurralou seu rival com o peso do tempo. A 10 minutos do final, por momentos, foi até um baile."
Estado de São Paulo: "São Paulo escapa do pior no sul", a equipe paulista foi "sufocada" pelo Inter. "Ricardo Gomes decidiu que o São Paulo jogaria apenas um dos dois jogos da semifinal da Libertadores. Resolveu que no Beira-Rio apenas se defenderia. A estratégia naufragou. O time paulista tomou um gol depois de mais de 800 minutos na competição, não fez nenhum — gol fora de casa é critério de desempate — e com a derrota por 1 a 0 arriscou de forma perigosa a passagem para a decisão da competição, único resultado que manterá o técnico no comando do time após cinco tropeços seguidos".
Jornal da Tarde: "A derrota por apenas um gol de diferença, nesta quarta-feira, 28, no Beira-Rio, foi o que de 'menos pior' aconteceu para o São Paulo. Pelas chances que o Internacional desperdiçou, sobretudo no segundo tempo, o placar poderia ter sido mais largo, o que complicaria muito o jogo da volta no Morumbi".
Folha de S. Paulo: "Ontem o time parece que abdicou da vitória. Desde o início do jogo, o São Paulo mostrou que tinha um único objetivo: não tomar gol." Sob o título "Após agrado e vaia, Fernandão produz pouco", a Folha destacou o reencontro do atacante com o time no qual se tornou ídolo. "Pouco tocou na bola e só foi notado nas duas vezes em que caiu em campo, ambas sob vaias dos gaúchos. Após declarar, na semana, que tinha '100% de certeza' de que estaria na final da Libertadores, terá sua chance derradeira na quinta-feira, no Morumbi".
Melhores momentos do jogo.



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