sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Jogos de orgulho e vergonha para os Gremistas.....

CINCO JOGOS QUE OGULHAM:


1º lugar de Orgulho: Náutico 0 x 1 Grêmio, em 2005



Pré-jogo: Todos chegavam à última rodada do quadrangular da Série B com chances de subir: Náutico (seis pontos) x Grêmio (nove); e Santa Cruz (sete) x Lusa (cinco).

Orgulho: Só mesmo a Batalha dos Aflitos para deixar o jogo do título mundial em segundo lugar na lista. É um orgulho único, que nenhuma outra torcida tem: vitória fora de casa, depois de ter quatro expulsos e um pênalti marcado para o adversário.

Memória: "Falávamos para quem ia bater o pênalti (Ademar) que não merecia fazer o gol. Acho que ele estava temeroso. Brilhou a estrela do Galatto. Quando ele defendeu, uns três jogadores do Náutico desabaram no chão. No contra-ataque, brilhou a estrela do Anderson, que aproveitou que metade do time do Náutico olhava para a torcida. Depois que fizemos 1 a 0, o Beltrami passou a marcar falta em qualquer bola cruzada na nossa área. A torcida nos Aflitos estava muito chateada. Não tem como ir para casa acreditando que o time perdeu para um adversário com sete. Tenho os DVDs da partida e vou mostrá-los aos meus filhos e netos, pois, se eu contar a história, não vão acreditar", Sandro Goiano (atualmente no Sport) .





2º lugar: Grêmio 2 x 1 Hamburgo, em 1983

Pré-jogo: Campeão da Libertadores, o Grêmio encarava o Hamburgo, que vencera a Copa dos Campeões da Europa ao bater na final o Juventus de Platini, Boniek e Gentile.
Orgulho: Levar um gol de empate no fim de um jogo valendo título mundial, diante de uma potência europeia, não derrubou o Grêmio. Pelo contrário: o time foi superior na prorrogação, marcando logo de cara e consagrando Renato como ídolo eterno.
Memória: "Levamos o gol, e em um segundo fui ao Rio Grande do Sul: vi a minha família, a torcida do Grêmio e a torcida do Inter. Aí voltei ao Japão, e o jogo terminou. Numa situação dessa, o time que faz o gol entra em vantagem na prorrogação. Mas aí vieram dois jogadores fundamentais. O De León disse: 'Ninguém mais vai cabecear na área. Ela é minha'. E o Renato emendou: 'Segura atrás, que lá na frente eu decido'. Outros jogadores, que estavam de cabeça baixa, ganharam confiança", Valdir Espinosa.


3º lugar: Grêmio 2 x 1 Peñarol, em 1983

Pré-jogo: Após empate por 1 a 1 em Montevidéu, os times se enfrentavam pela partida de volta da final da Libertadores. Campeão de 1982, o Peñarol buscava seu quinto título continental.
Orgulho: O título foi conquistado já na segunda participação na Libertadores, diante de um adversário que era o então campeão, acumulava 11 jogos de invencibilidade na competição e eliminara os tricolores na edição anterior.
Memória: "O Peñarol era o favorito, pois o Grêmio chegava à final pela primeira vez. Só a gente acreditava. Eles diziam antes do primeiro jogo que iriam ser campeões e achavam que fariam três ou quatro gols no Grêmio em Montevidéu. Eles só conheciam o De León, que era da seleção uruguaia. Os discursos ficaram mais moderados depois do empate por 1 a 1. Mas, se o segundo jogo fosse em Montevidéu, dificilmente ganharíamos o título, porque haveria pressão de torcida, o juiz...", Paulo Roberto (atualmente agente de jogadores).


4º lugar: Grêmio 5 x 0 Palmeiras, em 1995

Pré-jogo: Os times chegavam às quartas da Libertadores com campanhas idênticas: cinco vitórias, dois empates e uma derrota. O jogo de ida seria no Olímpico.
Orgulho: Pela primeira fase, o Grêmio foi parado pelo adversário: 0 a 0 no Olímpico. Quando o jogo foi para valer, no mata-mata, o Tricolor se valeu de suas principais armas - marcação e Jardel - e atuou de acordo com a tensão da partida, enquanto o Palmeiras se descontrolou.
Memória: "O Palmeiras era considerado melhor individualmente, mas não conseguia jogar contra o Grêmio. Nossa força de marcação neutralizava o jogo deles, e eles ficavam irritados com isso. Depois falaram que nosso time batia, mas não éramos desleais. No jogo, acho que ficaram nervosos depois da primeira expulsão e se abateram depois que fizemos 2 a 0. Sabíamos que nosso momento era aquele, que devíamos aproveitar a fragilidade do Palmeiras e fazer um bom saldo", Carlos Miguel (atualmente dono de um complexo esportivo).


5º lugar: São Paulo 0 x 1 Grêmio, em 1981

Pré-jogo: O Brasileirão seria decidido no Morumbi, após vitória gremista (2 a 1) no Olímpico. Ao São Paulo, bastava uma vitória simples para repetir a história da semifinal, contra o Botafogo.

Orgulho: Antes de chegar à final, o São Paulo ganhara cinco dos seis jogos de mata-mata. Era o favorito ao título, até cruzar com o Grêmio - que ganhou no Olímpico e repetiu a dose num Morumbi lotado e confiante. O clube mostrava a sua força fora do cenário regional.
Memória: "Fomos bem trabalhados física e psicologicamente para aquela final. Ganhamos por 2 a 1 no Olímpico, mas eles não diminuíram o otimismo. Achavam que poderiam ganhar por um gol de diferença na volta. Fizemos uma partida muito boa taticamente, sem dar oportunidades ao São Paulo, jogando fechado e explorando contra-ataques. Num desses, saiu o gol da vitória, o mais bonito da minha carreira. Sempre pedi a Deus para fazer gol numa final, porque marca profissionalmente", Baltazar (atualmente agente de jogadores).
CINCO JOGOS QUE ENVERGONHAM:
1º lugar: Botafogo 3 x 1 Grêmio, em 1991

Pré-jogo: Mesmo vencendo só três de 18 partidas, o Grêmio chegava à última rodada com boas chances de se livrar da degola. Bastava vencer o Botafogo, que estava no meio da tabela.
Vergonha: A partida é marcante não apenas por representar um momento trágico da história gremista, mas pela maneira como aconteceu. O time mostrou-se desinteressado em campo, assumindo um papel que deveria ser do adversário.
Memória: "Fizemos um excelente Brasileiro em 1990, mas no ano seguinte não fomos bem e acabamos rebaixados. Foi uma experiência profissional importante, pois aprendi muito e cresci. O clube estava num período de transição, com mudança de diretoria, e isso às vezes traz benefícios, mas às vezes não. Entramos com tudo contra o Botafogo, mas alguns jogadores ficaram abalados psicologicamente. Nessas horas, você precisa levantar a autoestima e mostrar que é grande apesar da fase ruim do time", Maurício (atualmente corretor de imóveis).
2º lugar: Grêmio 2 x 5 Internacional, em 1997
Pré-jogo: O Grêmio vinha de um início sofrível no Brasileiro, com duas vitórias em nove partidas. O Inter vinha embalado, com sete vitórias em dez jogos.
Vergonha: A maior goleada sofrida para o rival em Brasileiros aconteceu no Olímpico, três meses após a conquista da Copa do Brasil. O chamado Gre-Nal dos 5 a 2 deixou o Tricolor desorientado no campeonato.
Memória: "Chegamos àquele clássico em igualdade, sem um favorito. Nem o fator campo desequilibrava. Mas havia o fator Fabiano. Ele fez dois gols e arrebentou com o jogo. Foi o responsável por desarrumar o time do Grêmio. Já sabíamos que ele merecia a nossa atenção, que devíamos neutralizá-lo para que ele não municiasse o Christian. Mas não teve jeito. Nunca participei de um clássico tão tenso. Levamos uma goleada, e o crédito com a torcida foi lá embaixo", Sérgio Manoel (atualmente no Bragantino).
3º lugar: Guarani 2 x 0 Grêmio, em 2004

Pré-jogo: Já rebaixado por antecipação, o Grêmio fazia sua despedida da elite do Brasileiro na partida contra o penúltimo colocado, o Guarani.
Vergonha: A partida não teve dramaticidade, mas foi a melancólica despedida de um clube que não aprendeu com os erros de 2003 (quando se salvou na última rodada) e acumulou problemas de indisciplina. A derrota deixou o Grêmio nove pontos atrás do penúltimo colocado.
Memória: "Quando cheguei, a direção já havia assumido que não daria para escapar do rebaixamento e me pediu para terminar com honra. A indisciplina foi fator determinante para o rebaixamento. Quando há clima de impunidade, os resultados aparecem em campo. A direção sabia dos problemas, mas não tinha como solucionar. Não podia mandar jogadores embora, porque devia salários e não tinha como repor as peças. Houve indisciplina em nível pessoal, profissional... em todos os níveis que você imaginar", Cláudio Duarte.
4º lugar: Caxias 3 x 0 Grêmio, em 2000

Pré-jogo: Vencedor do returno, o Grêmio decidiria em duas partidas o título do Gauchão contra o campeão do turno, o surpreendente Caxias de Tite.
Vergonha: O recém-montado Grêmio da ISL já havia fracassado na Copa Sul-Minas e na Copa do Brasil. Chegou à final do Gauchão e levou um baile do Caxias na primeira partida, o que deixou encaminhado o título inédito para o clube da serra.
Memória: "Naquele ano o Grêmio montou um dream team, ou achou que era isso. Chegou à final do Gaúcho, contra o Caxias do Tite, que estava aparecendo e tinha um time muito bem organizado. Matou o Grêmio no primeiro jogo da final, com jogadores mais acostumados ao campeonato estadual e que já se conheciam por mais tempo. O nosso time já estava muito modificado, sem os argentinos (Amato e Astrada) e o Paulo Nunes. O Caxias foi superior na final, montou uma estratégia melhor do que a do Lopes", Zinho (atualmente técnico do Miami).
5º lugar: Grêmio 1 x 5 Atletico-PR, em 2002

Pré-jogo: Com campanhas quase idênticas na Sul-Minas, Atlético-PR e Grêmio terminaram a fase de classificação em segundo e terceiro lugar, respectivamente, e se enfrentariam na semi.
Vergonha: A temporada caminhava bem, com a classificação na primeira fase da Sul-Minas e da Libertadores. Contra o Atlético-PR, no entanto, o time parecia estar pensando no jogo de quatro dias depois, contra o River Plate. Resultado: levou de cinco.
Memória: "Não se consegue manter o foco em duas competições. Eu confesso que sempre tive um pouco de dificuldade nisso. O peso de cada competição dá o andamento do time em cada uma. Só que é uma questão acima de ter mais vontade de jogar uma cometição e menos a outra. Se, na sua vida, você tem um compromisso muito importante e depois outro sem tanta urgência, você trata os dois de forma diferente. O próprio comportamento da torcida, indo em peso maior a uma partida, dita o ritmo do time", Roger.
Os escolhidos pela Torcida:
Jogo que orgulha: Náutico 0 x 1 Grêmio, em 2005
Votado por 71% dos internautas

"É inesquecível o locutor de radio gritando loucamente: "Galatto, Galaatto, Galaaatto! É inesquecível a cara pasma de meu pai torcendo pelo seu time do coração no momento mais dramático da história do clube. É inesquecível um gol depois dos 60 minutos do segundo tempo, com sete homens em campo. É inesquecível o dia em que me tornei gremista"
Willian Fragata dos Santos


Jogo que envergonha: Boca Juniors 3 x 0 Grêmio, em 2007
Votado por 9% dos internautas

"O jogo que mais me enche de vergonha é a final da Libertadores em 2007, quando fomos derrotados pelo Boca. Diga-se passagem, foi um baile de bola que levamos, que nem é bom lembrar"Alexsander Moises Klosinski


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Fonte: globo.com

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